COVID-19

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Um desafio global

Mais de 200 países já relataram casos de COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto como uma pandemia, que é uma epidemia que ganha escala global.

A sobrecarga dos sistemas de saúde vem se mostrando um dos maiores impactos da nova doença, mesmo em países com estruturas médicas robustas. Em países com estruturas fragilizadas por falta de investimento ou conflitos, como as regiões em que MSF atua, o peso sobre as equipes e instalações médicas pode ter resultados ainda mais devastadores.

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Entenda o que é o novo coronavírus e a doença causada por ele.

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Perguntas e Respostas

Tire suas principais dúvidas sobre o novo coronavírus e a COVID-19.

1. Que doença é essa?

A doença é chamada COVID-19 (abreviação de Corona Virus Disease, que surgiu em 2019). É causada por um vírus que foi descoberto no início de janeiro na China e foi identificado como um membro da família dos coronavírus. O vírus parece ser transmitido através de gotículas espalhadas pela tosse que podem ser inaladas ou infectar superfícies que outras pessoas tocam. Este vírus afeta o sistema respiratório. Os principais sintomas incluem fraqueza geral e febre; tosse e, às vezes, pneumonia e dificuldade em respirar num estágio posterior. A coriza nasal e o espirro, que são geralmente observados em outras doenças respiratórias, como gripe ou resfriado, são mais raros em pacientes com COVID-19.

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2. O que se sabe sobre o vírus?

O vírus foi identificado no início de janeiro por cientistas chineses e agora é chamado SARS-CoV-2, devido às suas semelhanças com o vírus que causa o SARS. O nome da doença causada por esse novo vírus é COVID-19. Os coronavírus são uma grande família de vírus, a maioria dos quais inofensiva para os seres humanos. Sabe-se que quatro tipos causam resfriados, outros dois podem causar infecções pulmonares graves (SARS e MERS), semelhantes à COVID-19.

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3. Como MSF está lidando com a ruptura de estoques médicos?

Estamos preocupados com o esgotamento dos suprimentos, em particular dos equipamentos de proteção individual (EPIs). É difícil garantir o fornecimento futuro de itens essenciais, incluindo EPI, particularmente máscaras cirúrgicas, como também swabs (zaragatoas) e luvas. Adicionalmente, existe o risco de escassez de suprimentos para outras necessidades médicas, pois a produção de medicamentos em geral e equipamentos médicos parou ou diminuiu, agravada pelas restrições de importação e exportação de medicamentos essenciais (como antibióticos e medicamentos antirretrovirais) e readaptação/estocagem de medicamentos e materiais para a resposta de COVID-19.

É muito difícil reunir novas equipes e o sistema de suprimentos médicos será interrompido por semanas ou até mesmo meses. Contudo, é imperativo fortalecer não apenas a resposta à crise humanitária, mas também as medidas de higiene e prevenção de infecções para impedir a propagação do vírus.

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4. Como MSF está protegendo sua própria equipe? Como MSF lidará se um membro da equipe for infectado?

A equipe de MSF segue rigorosos protocolos de saúde pública para prevenir a COVID-19, incluindo lavar as mãos, manter distância física e praticar higiene respiratória. Se houver suspeita de que um de nossos profissionais está infectado com COVID-19, muito dependerá de onde isso acontece. Diferentes países têm diferentes capacidades para testar, isolar e tratar pacientes. MSF seguirá os regulamentos das autoridades nacionais, mas sempre buscará o melhor atendimento possível disponível.

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5. Como MSF está lidando com as restrições de viagem?

Muitos países estão impondo diferentes restrições de viagem: da quarentena de viajantes à proibição de entrada de certas nacionalidades.

Essas medidas mudam todos os dias e estão limitando a capacidade de enviarmos equipes para nossos projetos. Estamos constantemente adaptando as listas de profissionais de nossos projetos, para garantir a continuidade das atividades. Neste momento, ainda podemos manter as atividades médicas, mas os profissionais no local já precisam trabalhar horas extras. É possível que tenhamos que colocar em espera alguns projetos que exigem especialistas médicos que não podemos trazer no momento. No entanto, no geral, 90% de nossa equipe é recrutada localmente, portanto, a maior parte de nossa força de trabalho já é dos países onde temos projetos.

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6. Quão perigosa é a doença COVID-19?

O entendimento coletivo do vírus e da doença ainda está evoluindo. As estimativas mais recentes são de que 80% das pessoas infectadas sofrerão apenas de uma forma leve ou moderada da doença e 15% desenvolverão uma forma mais grave da doença, o que requer hospitalização. Cerca de 5% ficarão doentes em estado crítico.

Sistemas sofisticados de assistência médica podem curar até os pacientes mais críticos, mas o perigo é que os sistemas de saúde sejam sobrecarregados pelo grande afluxo de pacientes a serem hospitalizados, então os pacientes não poderão ter acesso a esse nível de atendimento.

É claro que também existem pessoas infectadas que apresentam nenhum ou quase nenhum sintoma da doença. Não há estimativas razoáveis de qual porcentagem de infecções essas pessoas assintomáticas representam no número total de infecções.

A doença é particularmente perigosa para idosos ou pessoas que sofrem de outras infecções ou enfermidades, como acontece com doenças infecciosas. Mais de 80% das pessoas que morreram por COVID-19 tinham mais de 60 anos, e mais de 75% tinham condições médicas subjacentes. As crianças, por outro lado, parecem ser menos afetadas pela doença, embora ainda possam contraí-la. As taxas de mortalidade variam de um lugar para outro, por isso é difícil fazer uma observação geral sobre o quão mortal é a COVID-19.

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7. Quão contagiosa é a doença?

Nossa compreensão do vírus e da doença ainda está evoluindo. O vírus certamente pode ser transmitido pela tosse de pessoas doentes. Mas parece que também pode ser transmitido por pessoas que não têm ou quase não apresentam sintomas. Isso não torna a doença mais contagiosa em si, mas torna muito mais difícil obter uma boa imagem da maneira como está se espalhando. Não se sabe qual a porcentagem de todas as infecções que as infecções “assintomáticas” compõem.

Muitos países relatam números exponencialmente crescentes de novos casos, então o vírus claramente tem o potencial de se espalhar rapidamente. Mas muitos detalhes sobre a infecciosidade do vírus ainda são desconhecidos (quanto tempo ele pode sobreviver em diferentes circunstâncias fora do corpo humano, quantas partículas virais são necessárias para uma infecção etc.).

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